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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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JAPÃO INAUGURA DUAS MEGAPLATAFORMAS SOLARES FLUTUANTES

Mäyjo, 15.05.15

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Já todos conhecemos a vontade japonesa de criar plataformas solares flutuantes, como forma de investir nas renováveis depois do sismo e tsunami que abalou a sua costa – e a central nuclear de Fukushima – em 2011.

Agora, surgem as primeiras inaugurações oficiais: a empresa Kyocera anunciou o início do funcionamento de duas novas centrais solares flutuantes, na cidade de Kato, em Hyogo. Juntas, as plataformas possuem mais de 11.265 módulos solares e vão gerar cerca de 3.300 megawatt/hora (MWh) por ano, um volume que suprirá a procura anual de electricidade de 920 residências.

Segundo o Planeta Sustentável, as plataformas foram construídas em apenas sete meses e instaladas sobre dois reservatórios de água, em Nishihira e Higashihira. A energia produzida será vendida à empresa de electricidade local.

De acordo com Kyocera, que se socorreu de estudos desenvolvidos pelos seus investigadores, a instalação de plataformas solares sobre reservatórios de tratamento de água traz importantes benefícios para ambos.

Em primeiro lugar, os sistemas flutuantes de produção de energia solar geram mais electricidade do que aqueles montados sobre o solo ou telhados, devido ao efeito de arrefecimento da água. Por outro, a sombra da plataforma reduz a evaporação de água do reservatório e o crescimento de algas.

As centrais solares flutuantes são 100% recicláveis, já que utilizam polietileno de alta densidade, que pode resistir a raios ultravioletas e à corrosão. Finalmente, as estruturas foram projectadas para suportar stresses físicos extremos, incluindo sismos e furacões, bastante comuns na Ásia.

PESSOAS DE ETNIA NEGRA SÃO MAIS ATINGIDAS PELA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

Mäyjo, 15.05.15

Pessoas de etnia negra são mais atingidas pela poluição atmosférica

Um novo estudo da Universidade de Minnesota concluiu que os americanos de etnia negra são mais atingidos pela poluição atmosférica do que a população caucasiana – e aqui o local onde o estudo foi realizado, Estados Unidos, faz toda a diferença, como vai ver.

Ao cruzarem dados dos censos com mapas de poluição atmosférica, os investigadores concluíram que, em muitos locais do país, as pessoas de etnia negra com baixos rendimentos respiram ar mais poluído do que a população caucasiana com rendimentos mais elevados.

Em média, os indivíduos de etnia negra inalam níveis 38% mais elevados de poluição que que os indivíduos caucasianos. De acordo com os investigadores, se estas populações que respiram ar mais poluído respirassem o mesmo nível de poluição que os caucasianos, seria possível prevenir cerca de sete mil mortes relacionadas com causas cardíacas todos os anos.

Os investigadores concluíram ainda que os níveis de rendimentos interferem com a exposição à poluição. “Tanto a raça como os rendimentos contam, mas a raça conta mais do que os rendimentos”, indica Julian Marshall, professor de engenharia ambiental na Universidade do Minnesota, citado pela Atlantic Cities. “E isso é um ponto muito importante, porque quando se começa a falar nas diferenças raciais as pessoas dizem ‘isso é só nos rendimentos’”, explica.

A discrepância é tão acentuada, sublinha o estudo, que mesmo as pessoas de etnia negra com elevados rendimentos respiram maiores quantidades de ar poluído. A razão para esta ocorrência carece ainda de estudos mais aprofundados mas Julian Marshall aponta que uma explicação pode ser o facto de as pessoas de etnia negra tenderem a viver em zonas muito poluídas das cidades.

Foto:  Jacksoncam / Creative Commons